A ideia de uma
autonomia objetiva é surpreendentemente certa. Quanto mais o homem procura evoluir,
mais dependente ele fica. A evolução, de certo ponto de vista,é
extraordinária.Ao analisar a trajetória humana é incrível ver onde fomos
capazes de chegar . Perceber o aprimoramento da caça com o uso de armas e
armadilhas até o aumento da expectativa de vida através do desenvolvimento de
máquinas é revolucionário. Porém,como tudo tem seu lado negativo,a necessidade
do homem em se sentir superior o cega. È exatamente a partir do choque de
realidade que o texto Animação Cultural mostra o domínio que os objetos possuem
sobre o homem. È de conhecimento geral que vivemos num mundo materialista.Cada
dia que se passa a sociedade se torna mais consumidora. O poder é baseado no “ter”,não
no “ser”.Desta forma,fica claro a importância dada ao poder material e,por conseqüência
, a dependência que criamos em possuir objetos.Logo,a objetividade toma o
controle.
Outra
percepção assustadora é a animação do inanimado. O que ,até então era dado por
vivo, só recebe esse título por inteiro quando algo inanimado dita seu sentido.Sendo
assim,animado é aquele que recebe animação ou aquele que anima? Esta é a parte
mais intrigante do texto. Notar que sem a objetividade não há vida.Como dito em
sala : “o homem se torna tão alienado que perde o controle de si e do seu redor”.Mais
decepcionante é a análise de uma colega que repara no momento em que se passa.
Sem questionar ,uma aula inteira foi dada sem nenhum contato humano. Através
,somente,de objetos.Ao pedir que se refletisse sobre o texto,não houve sequer
uma resistência ao que foi exposto. Apenas o reconhecimento de que o papel de
protagonista da história humana não mais pertence ao homem.