O objeto interativo foi desenvolvido a partir das ideias iniciais
tidas em sala de aula sobre envolver escrita. Inicialmente, a intenção era
juntar as receitas de Glaura visando a exposição dessas. Porém o local foi
alterado e então somente a ideia baseada na escrita foi mantida. Desenvolvendo
o objeto com esta base, para expor o que seria escrito, era necessário uma base
fixa. Minha primeira ideia foi um quadro de metal com o intuito de utilizar
sensores na parte de trás do quadro(para ficarem escondidos) que seriam
acionados por imãs colados em pedaços de papéis. Cada sensor acionaria um led na parte lateral do quadro. Quanto
mais sensores, mais o quadro ficaria iluminado. Porém, ao instalar o reed
switch no circuito e prendê-lo ao quadro, foi observado que seria
necessário um imã muito forte para acionar o sensor. Essa mesma força do imã
quebrava o reed switch quando colocado no quadro. Logo, foi
necessário outra ideia.
A base fixa foi alterada para um cavalete de madeira. Foram
utilizadas folhas A3 para manter a ideia de escrita. Visando complexificar o
objeto, acrescentei a luz negra (ideia que também já tinha sido apresentada
anteriormente) para refletir a folha A3. Finalizando o processo criativo,
pensei em pôr um sensor de presença para que o objeto só funcionasse com a
presença de pessoas.
Sketch Up em Vídeo do Objeto
A parte mais complicada foi montar o sensor de
presença na luz negra. Foi preciso comprar fiação, o sensor, boquilha e outros
materiais para a instalação. O delicado dessa parte é: caso o sensor seja
instalado de forma errada, acaba queimando o aparelho e requer um novo. Assisti
vídeos na Youtube para ajudar na montagem
( https://www.youtube.com/watch?v=keNcAUNKhyE
; https://www.youtube.com/watch?v=QMVMdWfW2eQ ). Mas como os vídeos
ensinam a montar em interruptor, pedi ajuda a um parente via Skype. A forma como
foi montado o circuito está explicada no caderno técnico a seguir.
Caderno Técnico em PDF
Para realizar o objeto, foi necessário pensar em local adequado
que fornecesse luz elétrica e tivesse pouca iluminação pois assim a luz negra
teria um efeito melhor. Pensei em várias praças porém todas eram bem iluminadas
e sem energia para ligar o objeto. Minha rua parecia ser uma boa ideia, porém é
uma rua residencial apenas com casas e não há fluxo intenso de pessoas. Então
pensei em realizar na portaria de um prédio. Fui ao condomínio da minha
madrinha no bairro Serra Verde. Para que funcionasse, esperei o horário de 20h
e apaguei as luzes da entrada. Quem passava por lá percebia a iluminação
diferente, mas só percebia a presença do objeto quando acionavam o sensor.
Algumas crianças passaram pelo objeto, acionaram a luz mas não foram pintar
logo de primeira. Após algum tempo do objeto funcionando e crianças brincando
com as tintas e sprays, um cara do prédio da frente quis saber o que
estava acontecendo e atravessou a rua para pintar uma folha também.
PS: Foi usado pra refletir a luz negra tinta rosa fluorescente,
spray fluorescente verde e amarelo e filtro solar (descobri que ele refletia
através de buscas na Internet: https://www.youtube.com/watch?v=qOaoNPehtn8)
Vídeo do
Objeto Interativo (Interação com as Pessoas)
Para iniciar o vídeo, eu mostrei como o objeto funcionava, ou
seja, o sensor sendo acionado pela passagem de pessoas. Como não foi possível
deixar uma câmera posicionada pois a passagem das pessoas poderia mudar, a
filmagem começava quando eu percebia que alguém acionaria o sensor. Isso
acontecia porque a minha presença poderia denunciar a presença de algo
diferente. Durante a execução do objeto, o spray utilizado também poderia ser
aplicado no cabelo, porém o efeito resultante era muito fraco mesmo bem próximo
da lâmpada, então o spray foi utilizado mais nas folhas A3.
Após a interação concretizada, eu iniciava as filmagens de forma
sutil, até porque o objetivo do objeto foi atingido. Mesmo assim, algumas
pessoas não se importaram em serem filmadas e continuaram a brincar com as
tintas. Ao longo do tempo, eu mudei a posição do cavalete e do sensor para
que, mesmo convidadas, as pessoas tivessem que descobrir o objeto. Por um
tempo, eu alterei o sensor de modo que uma pessoa deveria ficar na frente do
sensor para que outra pintasse, tentando criar interação entre as pessoas
devido ao objeto.
A experiência do objeto interativo foi interessante pois foi um processo
longo desde a montagem até a escolha do local. Também foi interessante ver como
a luz negra intimidou algumas pessoas, mas atraiu as que estavam de roupa
branca e perceberam o que estava acontecendo. Apesar das tintas não estarem
expostas, as pessoas procuraram pelo material pela evidência da folha A3 em
branco. Desenvolver essa ideia é um processo único e trabalhoso, mas muito
divertido quando tudo funciona bem.
OBS: A filmagem do objeto interativo funcionando está ruim pois
não consegui nenhuma câmera profissional com uma melhor qualidade de imagem e o
objeto foi realizado em um ambiente escuro, logo a iluminação é resultado
apenas da reflexão da luz negra.

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